Nesse reveillon, como de costume, fui ver o sol nascer na beira do mar. Fiquei lá, com os pés na areia, brincando com a água, pensando na vida e, basicamente, pensando nele: O que ele estaria fazendo agora? Será que tava na praia também? Será que tinha feito inúmeras promessas pra esse ano? Será que, por algum milagre, tinha lembrado de mim nessa virada ou pensou que me queria mais perto nesse novo ano? Nisso eu olho pro lado e vejo uma cena: Todos meus amigos homens rindo, brincando de quem quebra a garrafa de cerveja primeiro. E eu me perguntei, será que em uma outra praia tem alguma guria pensando neles, fazendo planos? Assim como eu? Provavelmente, pensei. Sempre tem. E isso me fez chegar a uma conclusão: As mulheres acordam pensando neles, almoçam pensando neles, passam a tarde com as amigas e falando deles, vão pra balada, bebem e só conseguem pensar neles. E enquanto isso? Os homens acordam pensando no que precisam fazer no dia, almoçam pensando em como ficou boa a carne, passam tardes falando de futebol ou videogame, vão pra balada e “se apaixonam” várias vezes a cada minuto. Talvez porque eles não consigam fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, ou porque eles são idiotas mesmo. Mas não é uma crítica, longe disso. Eu só queria saber como é ser, assim.. tão.. “nem aí”.
